quarta-feira, 23 de maio de 2012

O soldado que não era

O soldado que não era, de Joel Rufino dos Santos.

O que o soldado não era afinal?
Não ser pressupõe não ser algo,
supõe a negação
a falta de uma definição precisa,
substancial?


Teria mesmo existido
o tal soldado que não era?
Teria mesmo existido tamanha coragem
de tal modo que se pergunta?


Talvez fosse algo novo,
algo jamais visto antes
de aparecer aquele soldado
que não era Medeiros
não era soldado
não era homem.

Se o soldado não era um homem, o que seria?

Uma bela homenagem a Maria Quitéria:
Um soldado que não era soldado
Que não era homem para ser soldado
mas mulher, para ser guerreira como jamais houvera.


Um comentário:

  1. Olá Debora!
    Um lindo poema dedicado a uma mulher que acreditou, em primeiro lugar, na própria independência! [sorrio]
    Abraços.

    “Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jeferson Cardoso)

    Convido para que leia e comente “GENÉRICO GENTIL” no http://jefhcardoso.blogspot.com/

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